quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Luta perdida
Ingrid Tinôco
(27/03/2012)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tempo
Ingrid Tinôco
09/11/2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Memórias
A história de Lily Braun - Chico Buarque
Sem vocação pra Lily Braun, pensou em fases. Nunca fora de breguices e planos, mas amoleceu, imaginou e desejou. Ora ceticismo, Ora fantasia. Pensou no filme e quis declarações, daquelas bobas escritas em guardanapos com batom ou ketchup, sabe? Que te faz rir e lembrar... para sempre. Sempre é uma palavra forte, como memórias. Quis borboletas, frio, o pé levantado que nunca existiu, mas que fica bonito numa tela gigante. Hoje não era rotina, nem a obrigação, nem o texto que virou mecânico porque já passou tempo demais. Hoje não era femme fatale nem em cima de um salto 12, de cabelos soltos, olhos marcados e vestido justo. Hoje era balões e flores, doces e palavras, era imagens coloridas e claras, congeladas num tempo bom. Era vento no rosto, abraços e olhares. Era câmera lenta e risadas sem fim, era açúcar e...
...amor - palavra bonita em moldura da gente, viu?!
Ingrid Tinôco
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Serás médico(e humano)
Faz-te o bastão que simboliza teu futuro, sustentando os que precisam como ele o faz com a serpente.
Ingrid Tinôco
domingo, 24 de julho de 2011
Um ponto basta
Já fiz de areia, castelos. Hoje, faço de vírgulas, frases e textos inteiros. Chego a montar romances completos, ou novelas, com tramas entrelaçadas e finais diversos. É por isso que eu tenho problemas com vírgulas - e reticências, devo confessar. Elas têm o poder infinito de remexer todos os lados dessa imaginação que eu teimo em controlar, mas que insiste em me desobedecer (deve ter vindo desacoplada pensando ser independente) e pode ser perigosa.
Por isso eu peço, por tudo que existe nesse mundo: Não me deem vírgulas, nem quero reticências de presente. Fico mais feliz com frases prontas, com textos inteiros, com perguntas retóricas, e se me derem interrogações, que venham seguidas de pontos. Sou exigente, não é? Então tá, esquece o resto, me basta o ponto. O ponto e sua certeza, sua precisão, sua severidade e sua capacidade de ser completo mesmo minúsculo. A incrível habilidade de ser acalmada com um ponto, ou de transtornar de vez, mas sem esse “meio-termozinho” medíocre. Gosto da segurança do ponto: rendondo, pequeno e concreto.
Ingrid Tinôco