terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"E eu finjo ter paciência..."

Respirei fundo para não falar o que não devia. Ou devesse, mas não era certo. É preciso paciência, claro, todos sabem. Mas é que tem horas que esse dom parece me fugir e seguro para não fazer da intolerância meu sobrenome. Os outros deveriam se esforçar né? Só um pouco. Interpretar frases, dar respostas rápidas e claras não é difícil e faz uma diferença tão grande. Assim eu não necessitaria gastar sem medidas ou propósito essa virtude tão bonita que venho descobrindo ter em grande quantidade. Pois é, nunca me imaginei assim, mas eu sou paciente, muito paciente. Só não precisa abusar, meu lado boazinha pode não agüentar.


Ingrid Tinôco


_____________________________________________________________________________________________

ok, esse não era o texto que eu esperava postar como "a volta do blog"(eu estava na praia aproveitando meu verão, e estou de volta só agora, depois de um mês). Mas sabe como é?! Acontece uma coisinha pra o que você tinha em mente para escrever cair no esquecimento e essa coisinha que te perturba roubar a cena. Me roubou. Meu texto bonitinho e melosinho vai ficar para outro post, infelizmente.

Tô abusada desse blog, tentei achar um layout legal, mas nenhum combina comigo. Eu não tô de TPM, mas nada me agrada. Acabei esculhambando as cores do layout antigo sem querer. Se alguém tiver algum site interessante com layouts legais e não comuns, tô aceitando sugestões.

Beeijos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E a gente cria laços

É assim que eu começo meu primeiro post do ano, que vai ser como forma de diário de reflexão, porque meu dia foi tão monótono, que eu preciso colocar minhas besteiras em prosa pra dormir tranqüila.

Eu estava hoje, na minha falta do que fazer, realizando minha ronda costumeira pelos blogs que eu gosto e pelos que eu nunca vi, e acabou me ocorrendo algo. É engraçado como a gente cria laços sem perceber. Eu falo sério.

Tenho esse blog, desde agosto de 2008, o que dá, assim, um ano e meio mais ou menos. Nesse tempo eu acabei “conhecendo” gente tão diferente de mim e de lugares tão variados que site de relacionamento teria inveja, principalmente pelo conteúdo que permeia as tais “relações”. Tem pessoas aqui nessa “blogsfera” que parece que eu conheço pessoalmente há tempos e que já batemos altos papos. E não, eu nunca vi ninguém pessoalmente (a não ser os amigos já antigos que, por acaso, também tem blog), e o máximo que trocamos foram comentários nos posts ou breves recados no Orkut (não é, Déia?!hehe). A gente acaba botando nossa vida para estranhos que se tornam próximos de alguma forma.

E ainda tem gente que não acredita no poder das palavras.

E ainda os que me pergunta o porquê de eu ter um blog. Não é vaidade não, honeys, ou talvez seja também (vou bem dizer que acho ruim quando os números dos comentários crescem a cada nova visita?! Hipocrisia tem limite ;]). Mas é que com o passar do tempo o blog acaba sendo um diário mesmo, é aqui onde eu, e muitos, choram angústias e gritam felicidades para quem quiser ouvir, digo, ler. E isso alivia, conforta e de alguma maneira faz bem. Vai saber, né?! É um jeito de organizar pensamentos e exercitar uma atividade que, pelo menos para mim, tem um valor imensurável.

Um salva às nossas queridas letras.

Um abraço sincero aos amigos blogueiros que compartilham comigo tantas coisas! =)


INGRID TINÔCO

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Believe it




Pule as ondas, coma lentilhas, guarde as sementes das uvas, faça preces silenciosas para o Deus, ou os Deuses, em quem crês. Pode ser que a mudança seja de apenas dois números dentre quatro, mas e daí?! RENOVE-SE. Pense que o próximo será melhor que esse e faça por onde. Comece o ano com sorrisos e abraços, sinceridade e felicidade. Lembre dos outros sem esquecer (NUNCA, JAMAIS) de você. Grite sua felicidade aos quatro ventos; sinta a brisa leve de todas as manhãs; tome banhos de chuva; aprecie o chão gelado e o sol do verão; durma como quem não tem horários; Dance, Lute, Brigue, Chore, abrace os queridos e deseje sorte aos desafetos; Aprenda o novo e reviva o antigo; Faça novos amigos; Cultive seus amores; Seja solidário; Leia mais; seja menos sério(a). Converse com pessoas inteligentes e aprecie a leveza de um diálogo bobo. PERMITA-SE. Fraqueje, mas faça-se levantar imponente. Crie suas próprias vitórias. Aprenda com as crianças a simplicidade. Sonhe. Mude. Seja. (...) A-C-R-E-D-I-T-E.


Ingrid Tinôco

Que 2010 possa ser tão bom quanto o ano que vem se fechando. Desejo sabedoria, paz e felicidade para mim, vocês e o mundo.
FELIZ ANO NOVO, GALEEEEEEEEEEEEEERAAAAAAAAAAAAA =D

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

E virá?

Engoliu o seco para não xingar as portas. Era noite e ninguém de interesse escutaria o que ela desejava.

Sentou no chão gelado defronte a janela, esperou o vento balançar-lhes os cabelos e os pingos que caíam lá fora respingar-lhe o rosto. Enquanto pensava, não haveria quem se importasse com aquilo. Parecia boba por isso. Queria perguntas, era difícil? Ou não.

Bastava que mostrasse interesse, sabe? O mínimo que a tranqüilizasse. Um afago e a certeza de que a deixaria bem.

Queria que se importassem, só isso. Que houvesse iniciativa.

Pensou o suficiente, levantou-se e foi dormir: medrosa, fraca e ansiosa.

Ainda esperava o que não viria.


Ingrid Tinôco

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"Só não se perca de mim..."

Preciso saber que a perda não é iminente, que as palavras soam exatas a legenda dos gestos. Quero entender que os olhos falam verdades das quais o coração teima em duvidar. E que sutilmente vais disfarçar, (me) abraçar ou (se) afastar, como cantou Skank.

Que não se afaste o suficiente para não ser mais encontrado, mas se assim quiser, avise. Que o abraço tenha sempre o entusiasmo do primeiro e deixe as saudades do que seria um último. Disfarce minhas loucuras e suporte meus silêncios como quem conversa sem palavras.

Preciso que me sintas sem regras ou medidas. E que a segurança do nós me seja a confiança do hoje e amanhã.

Digo que minhas músicas são cantadas no tom exato pela tua voz com precisão nas letras, e seria estranho se, ainda assim, nada acontecesse... digo e roubo, para nós, o All Star Azul de quem, um dia, Nando Reis falou.

Ingrid Tinôco

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hora de seguir

O ano já passou e, com ele, quase duas décadas. Você continua aí, com os passos lentos de sempre, com a cabeça baixa de sempre, calando quando tem de falar e falando quando ninguém pode ouvir.

A pior covardia é render-se aos medos bobos. Você já sabe que não existem monstros em baixo da cama e a bruxinha que atormentava seus sonhos já partiu há tempos. Hora de crescer, mocinha.

Só vão entender que você já pode andar sozinha quando soltar a mão que insiste segurar seus dedos, que já estão grandes o suficiente para exibir o esmalte carmim. Ninguém pode negar que seus passos são firmes e que sabes evitar as quedas.

Os culpados não são eles, sinto-lhe dizer... é você. Tá na hora de romper a cápsula, não acha?!

Ingrid Tinôco

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Só o básico

Eu não posso ser completa, nem pretendo. Me balanço num encaixe e desencaixe de peças que se moldam de acordo com o que passo, que vivo e que sinto. Sinto tanto que às vezes penso ser melhor esconder, é o orgulho bobo que de tempos em tempos fala mais alto. Mas ele tem se calado ultimamente.

Calei-o pra ver se vivo melhor comigo mesma e com os outros. Cansei do “tempestade em copo d’água”, dos exageros dramáticos e das conversas fiadas que só me cansam a pele e o sono. Aprendi a ceder e as coisas se tornaram mais práticas até certo ponto. Difícil, porém, é ceder sozinha, fazer o trabalho de vários ou sustentar os fatos nas costas, como se a culpa fosse minha companheira fidedigna, mesmo nos tempos em que minha consciência anda limpa e meu espírito em paz.

Cansei dos prolongamentos, mas exijo a conversa. Quero os pratos limpos, pingos nos “is” e a roupa suja lavada, seca e passada em cima da cama, pronta para ser usada novamente. Sinceridade é a base e eu preciso dela por completo para expulsar a insônia das minhas noites que já são curtas o suficiente para haver mais alguém atrapalhando.

Se é pedir demais para os outros, não sei. Mas para mim, esse é o pacote básico, sem bônus ou brindezinho grátis. E, por enquanto... eu me contento com ele.




Ingrid Tinôco

"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."
Clarice Lispector