sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Amor-desconstrução
quarta-feira, 8 de abril de 2015
domingo, 29 de março de 2015
Colorir
terça-feira, 10 de março de 2015
Para quem nunca e quem sempre (no amor e dor)
Digo isso porque venho vendo tanto prolongamento de sofrimento que me parte o coração (que, Graças a Deus, anda bem inteiro ultimamente). Sério. Aprendi com a minha longa experiência de vida (Beirar os 25 não é fácil. Já vejo rugas!) que quando não está bom, a gente muda o ritmo que é pro batuque soar certo. Porque não tem samba que me faça dançar bonito se tiver um rock pesado tentando atrapalhar (e eu nem sei sambar, vale dizer). Mas é que tem gente que tenta fazer o mix dar certo até o último instante! Até quando ninguém quer mais tocar, até quando não existe nem letra, nem som, nem instrumento, nem nada. Até quando falta sentimento (e tento! Como diria no interior). A gente inventa um dueto quando, na verdade, a apresentação já virou solo faz tempo. Mas e daí? Inventa que o outro é segunda voz mesmo quando ele não quer saber de cantar?
Acho que é hora de fechar as cortinas. Já deu, né?! Pesadas, eu sei. Vai ser difícil se esconder na coxia. Vai doer até você achar que não suporta mais (Ok, menos drama, por favor!). Vão pairar inúmeros pensamentos diferentes oscilando entre: "foi melhor pra mim" e "ele/ela é o homem/mulher da minha vida, não vou mais encontrar ninguém igual". Encontra, filho(a), o mundo tem bilhões de habitantes, será possível que só de um você se agrade? E se, mesmo com toda essa oferta, não se afeiçoar por mais ninguém, me (te) pergunto, quando foi que disseram que sua felicidade depende de outro? Tem esse tópico na cartilha da vida? Avisa aí que essa minha página foi arrancada.
Ser racional toda hora é chato, impede vivências e "metodifica" o que nem sempre deve ter método, mas sentimentalismo demais só funciona em filmes água com açúcar e fora da realidade. Tem horas que o mimimi tem que ser deixado de lado pelo bem da sanidade mental (sua e dos outros), pela necessidade de continuar com a vida, pelos planos que estão por vir enquanto você está aí, estagnado por amor. Ai Cristo! É muito triste escrever isso e saber que é exatamente assim com algumas pessoas: a vida girando em torno de um amor mal resolvido.
É bem verdade que se deve deixar sofrer, é importante chorar, sabe? Parece que seca a angústia. Não se deve negar o que foi vivido. Amou? Sim. Se entregou? Demais. Tô triste? Nem se fala. Mas quando chega a hora, deve-se reconhecer que o ciclo se fechou. Vou curtir a fossa 5 dias, 2 semanas, 1 mês... Depois vou lembrar do quanto me sentia bem sozinha. Do quanto abdiquei dos meus desejos em função do outro e do quanto posso voltar a ser quem eu sempre quis. Fazer aquela viagem incrível. Retomar seu foco na carreira. Colocar meu salto 12 (ok, 10 no meu caso) e sair pra dançar até as pernas doerem e rir das cantadas bobas que os marmanjos (que você achava que nem iam olhar pra você) vão me dizer e lembrar como é bom dar foras (haha). Se fazer bonita de novo, nem que isso comece de fora pra dentro. Nem que se pinte o cabelo, compre sapatos (YEYYYY! SAPATOS!!!). Mulher é assim, e já deu pra perceber que isso aqui é puramente feminino.
Aí, de repente, você percebe como com o outro era bom, mas como o "comigo mesma" é melhor ainda. E vai seguir, pronta pra próxima queda, mas mais forte e menos boba. Ciente de que, mais dia, menos dia, vai se iludir outra vez. E desiludir. E se iludir de novo. Até que um dia a ilusão vai virar realidade e você (e ele) vão seguir. Pra sempre ou não. Mas sabendo: Até onde der...
À amiga que precisa dessa dose de realidade AGORA,
Com amor (e sem dor)...
Dd (Ingrid Tinôco)
10/03/2015
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Estaremos ali
Sim, serei sempre a morena dos olhos d'água, pois foi assim até o derradeiro encontro. E você me verá quando Chico cantar qualquer coisa, enquanto Roberta continuará com nossas músicas ensaiadas e Nando recitará Aquela. Estarei sempre na acidez das balas do cinema, na pizza do domingo e nas listas de livros. E eu vou continuar a jogar com palavras, aquelas mesmas do "elo" que um dia você questionou.
E então o amor vai virar bom dia, a cumplicidade dos olhares, mera educação. E memórias serão fotos e fatos só nossos que virão em segredo nos atiçar a mente quando o cheiro nos trouxer lembrança. E eu já nem uso mais o perfume que você escolheu pra mim, ele virou história. E você já nem lembra das juras que um dia fiz, isso virou passado.
Nossos planos continuarão ali, inacabados, como as obras de um governo que sempre foi discórdia. E os novos virão para machucar os egos e atiçar ciúmes do que um dia foi posse.
E se o futuro for pra nós saudade? E se meu sapato continuar a pisar no teu dentro do armário enquanto teu paletó enlaça meu vestido sem me deixar sair?
Esperemos, então, o tempo da delicadeza, quem sabe?! Enfim...
"Nos seus livros, nos seus discos, vou entrar na sua roupa e onde você menos esperar... Eu vou estar..."
(Capital Inicial)
Ingrid Tinôco
18/09/2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Sobreviventes
E desta vez, exausta, não sei quem irá nos salvar.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Foi a pediatria...
Junho 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Vai ter copa, sim?
E pode ser que eu até faça tudo isso. Mas eu ainda não consegui! Como muitos, cansei tanto de ver desgraça no país do futebol que qualquer "esmolinha" de coisa boa é "pão e circo", é "jogo político", é "vitória comprada e eleição vencida", isso me cansa e dá é vontade de dormir durante os gritos de gol.
Eu acho que esporte é uma coisa absurdamente incrível, mas sabemos que isso não é só esporte, é evento e política, então, eu queria uma copa que trouxesse educação e saúde junto. Sabe quando a gente arruma a casa pra visita chegar? Pronto! Mas eu queira faxina completa, entendem? Receber os gringos falando inglês, mostrando minhas crianças alimentadas e educadas, seus pais empregados e todos agradecendo ao SUS pelo atendimento de qualidade, queria profissionais satisfeitos enquanto trabalhavam numa casa em que as coisas funcionavam como previsto (ao invés de receber bolsa-auxílio sem lavar um prato), queria levar as visitas a um passeio, sem que precisasse deixar às máquinas e os celulares em casa por medo de assaltos. Tá, tudo bem, é utopia demais, pois que pelo menos mostrássemos as tentativas de organização (e isso não significa tapumes escondendo obras inacabadas, leitos falsos em hospitais decadentes ou mobilização das forças armadas pra garantir parcialmente a segurança).
Mas isso, infelizmente, não vai acontecer. E, se por um lado eu queria que nos envergonhássemos na frente das visitas pra ver se melhoramos nas próximas, se eu queria que o administrador da casa levasse a mesma vaia que ele(a) recebeu durante um show esses dias (foi lindo e um abraço para os defensores da autoridade máxima); por outro, acho que roupa suja se lava em casa sem sequer os vizinhos ouvirem (quanto mais os visitantes). E se a festa custeada com o dinheiro do leite das crianças e do plano de saúde, piso furado e goteira pingando já está marcada, então, façamos o mínimo de esforço para que flua só para não desperdiçar os bilhões.
Mas se não quiser ajudar, que não atrapalhe. Os protestos de outrora de nada adiantaram, uma pena, é verdade, por isso não acredito que agora irão. Só seremos motivo de fofoca e chacota na rua e disso já estamos cheios, né?!
Pois que cada um devia querer ou não querer copa da maneira que lhe convém, cada um tem as próprias opiniões e princípios, amor pelo futebol ou asco a política nacional. Gritando gol ou viajando pra outro país, só acho que mesmo que nos pintemos de verde amarelo, essa pintura precisa perdurar um pouquinho. Sei que depois da festa, a ressaca vem com força, e se há prova no outro dia, é certeza de boletim vermelho (dessa vez, o cuidado é com um botão verde, escrito "confirma").
Eu sei que vou acabar me contagiando pelo sentimento da copa, alienação política ou hipocrisia, sei não, mas vou, é de mim esquecer algumas coisas momentaneamente. Mas não vou ter ressaca sabe?! Primeiro porque não vou me embriagar nem de cachaça, nem de alegria amnésica (que eu acabei de inventar), e vou fazer questão de lembrar quem foi que convidou a visita sem que tivesse limpado o pó dos móveis.
#vaitercopasim, mas também vai ter eleição!
Ingrid, que ainda não se decidiu se grita gol ou tira o atraso do sono acumulado.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Entre clichês
Ingrid Tinôco
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Lá vem o ano novo (de novo)
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Aos (meus) mestres
Ingrid Tinôco
domingo, 1 de setembro de 2013
Dia lindo sem palavras
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Luta perdida
Ingrid Tinôco
(27/03/2012)
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tempo
Ingrid Tinôco
09/11/2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Memórias
A história de Lily Braun - Chico Buarque
Sem vocação pra Lily Braun, pensou em fases. Nunca fora de breguices e planos, mas amoleceu, imaginou e desejou. Ora ceticismo, Ora fantasia. Pensou no filme e quis declarações, daquelas bobas escritas em guardanapos com batom ou ketchup, sabe? Que te faz rir e lembrar... para sempre. Sempre é uma palavra forte, como memórias. Quis borboletas, frio, o pé levantado que nunca existiu, mas que fica bonito numa tela gigante. Hoje não era rotina, nem a obrigação, nem o texto que virou mecânico porque já passou tempo demais. Hoje não era femme fatale nem em cima de um salto 12, de cabelos soltos, olhos marcados e vestido justo. Hoje era balões e flores, doces e palavras, era imagens coloridas e claras, congeladas num tempo bom. Era vento no rosto, abraços e olhares. Era câmera lenta e risadas sem fim, era açúcar e...
...amor - palavra bonita em moldura da gente, viu?!
Ingrid Tinôco